Politica

Lula leva ao G7 critica ao protecionismo e cobra US$ 1,3 tri de clima

No palco de Evian, presidente atacou o recuo da solidariedade internacional e fechou data para negociar acordo Mercosul-Japao

O presidente Luiz Inacio Lula da Silva usou a tribuna do G7 em Evian, na Franca, para criticar o que chamou de encolhimento da solidariedade internacional e o avanco do protecionismo entre as grandes economias. A participacao ocorreu nos dias 16 e 17 de junho, a convite do anfitriao Emmanuel Macron.

No discurso, Lula afirmou que os desafios globais se multiplicam enquanto a cooperacao diminui. Na area climatica, defendeu que o financiamento global suba para pelo menos US$ 1,3 trilhao por ano e criticou o ritmo de implementacao do Acordo de Paris.

Mercosul-Japao tem data

O principal resultado concreto para o Brasil veio nos bastidores. Lula e a primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi, definiram o dia 30 de junho como data oficial para o inicio formal das negociacoes de um acordo de livre comercio entre o Mercosul e o Japao.

O movimento amplia a estrategia brasileira de diversificar parceiros comerciais, depois do acordo Mercosul-Uniao Europeia. Para a economia do Distrito Federal e do Centro-Oeste, mais mercados para a carne e os graos significam pressao de demanda sobre a producao regional.

Bilateral com Macron e ausencia de Trump

Lula abriu a agenda com encontro bilateral com Macron, as margens da cupula. O presidente brasileiro descartou reuniao com Donald Trump e nao interagiu com o americano na foto oficial do G7 ampliado.

A delegacao brasileira foi acompanhada pelo chanceler Mauro Vieira. O Itamaraty avaliou a participacao como vitoria da agenda multilateral, em contraste com o tom mais protecionista de parte do grupo.

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