Politica

G7 fecha agenda discutindo inteligencia artificial e China

Lideres ouviram executivos de tecnologia em Evian e cobraram resposta ao excesso de exportacoes subsidiadas chinesas

Os lideres do G7 encerraram a parte formal da cupula de Evian, na Franca, com sessoes dedicadas ao futuro da inteligencia artificial e ao crescimento economico. A Franca convidou cerca de uma dezena de executivos do setor de tecnologia para debater oportunidades e ameacas da nova tecnologia.

O debate ocorreu em meio a abordagens regulatorias divergentes. A Uniao Europeia avanca com o AI Act, o arcabouco mais abrangente entre as grandes economias, enquanto os Estados Unidos apostam em compromissos voluntarios da industria e o Japao segue caminho mais permissivo.

China no centro das queixas

O segundo grande tema foi o comercio. Os lideres manifestaram preocupacao com o que classificam de inundacao dos mercados por produtos chineses subsidiados, que competiriam de forma desleal e destruiriam empregos nas economias do grupo.

Com a China ausente da mesa, nao houve avancos concretos, mas o tom indica disposicao de endurecer barreiras comerciais nos proximos meses.

Efeito sobre o Brasil

As duas pautas tocam diretamente o pais. A regulacao da inteligencia artificial influencia o debate em tramitacao no Congresso brasileiro, e o protecionismo contra a China pode redirecionar fluxos comerciais para o Brasil, principal parceiro de Pequim na America do Sul.

Setores industriais brasileiros tambem monitoram o excesso de oferta chinesa, que ja pressiona segmentos como aco e produtos eletronicos no mercado interno.

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