Politica

Comissao da Camara aprova proibicao de EaD em cursos de saude

CCJ chancela texto que veda graduacao a distancia em areas da saude e em educacao fisica, sob o argumento de que pratica presencial e indispensavel

A Comissao de Constituicao e Justica da Camara dos Deputados aprovou na terca-feira proposta que proibe a oferta de cursos de graduacao em saude e em educacao fisica no formato a distancia. A medida atinge o ensino EaD nessas areas.

O relator, deputado Orlando Silva, apresentou parecer favoravel ao substitutivo ao PL 5414/16, de autoria do hoje senador Rodrigo Pacheco. O texto tramita em carater conclusivo.

Por tramitar dessa forma, a proposta pode seguir para o Senado sem passar pelo plenario da Camara, a menos que haja recurso para votacao dos deputados.

O argumento da seguranca

Orlando Silva sustentou que cursos da area da saude exigem habilidades ligadas ao contato direto com o paciente, a materiais biologicos e a ambientes clinicos. Para ele, o modelo a distancia, mesmo com momentos praticos, pode ser deficiente na supervisao indispensavel a seguranca do paciente.

Houve divergencia. A deputada Chris Tonietto argumentou que a proibicao pode prejudicar quem trabalha e nao consegue frequentar a faculdade presencialmente, classificando a vedacao como restricao a liberdade.

Impacto no ensino superior

A regra mira a expansao acelerada de vagas EaD em cursos como enfermagem e educacao fisica. Caso vire lei, instituicoes terao de migrar essas graduacoes para o presencial.

No Distrito Federal e no entorno, onde a oferta de cursos a distancia cresceu nos ultimos anos, a mudanca afeta estudantes matriculados e o planejamento de faculdades privadas. O texto ainda depende de analise do Senado para se tornar lei.

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