G7 quer reserva de terras raras e Brasil recusa adesao
Trump pressionou o bloco a criar um estoque conjunto de minerais criticos, mas o governo brasileiro descartou entrar na iniciativa
O G7 colocou na mesa de Evian a criacao de uma reserva conjunta de terras raras e minerais criticos, proposta puxada por Donald Trump para reduzir a dependencia da China. O governo brasileiro descartou aderir a iniciativa, alegando que nao participou da redacao do texto e quer preservar sua autonomia.
A declaracao em discussao classifica os minerais criticos como essenciais para a demanda futura de energia e para a seguranca, e critica as restricoes impostas por Pequim as exportacoes.
A aposta brasileira na soberania
O Brasil detem uma das maiores reservas de terras raras do planeta e tem resistido a se tornar simples fornecedor de materia-prima. A estrategia oficial e exigir que o processamento dos minerais ocorra em territorio nacional.
Lula ja afirmou que empresas estrangeiras podem explorar esses recursos no pais, desde que respeitem a soberania nacional. O Brasil tambem articula acordos proprios, incluindo um entendimento com a India.
O que esta em jogo
A disputa por terras raras e central para a transicao energetica, a industria de defesa e a fabricacao de eletronicos.
- Reserva conjunta proposta pelo G7 mira reduzir dependencia da China
- Brasil quer processar minerais em territorio nacional
- Pais negocia acordos paralelos, como com a India
A recusa em aderir coloca o Brasil em posicao de negociacao independente, buscando atrair capital sem abrir mao do controle sobre a cadeia produtiva.