Barcelona acerta com Kerolin em transferência recorde do futebol feminino
Atacante da seleção brasileira deixa o Manchester City por 1,5 milhão de euros e assina por quatro temporadas
A atacante Kerolin acertou a transferência do Manchester City para o Barcelona por 1,5 milhão de euros, cerca de R$ 8,6 milhões. O valor faz dela a jogadora brasileira mais cara da história do futebol feminino, e o contrato com o clube espanhol vale por quatro temporadas.
O negócio supera a marca que pertencia a Amanda Gutierres, negociada pelo Palmeiras com o Boston Legacy em 2025 por 1,1 milhão de dólares. Pelo lado do clube catalão, é a maior compra já feita pela equipe feminina, e pelo lado inglês, a maior venda registrada pelo time.
O que o valor diz sobre o mercado
A cifra é recorde no futebol feminino brasileiro e continua modesta diante do masculino. Comparações feitas na imprensa esportiva apontam que o valor pago pela atacante é até 25 vezes menor que o de negociações de jogadores do Campeonato Brasileiro. A distância mostra o estágio de um mercado que começou a movimentar valores relevantes há poucas temporadas.
Aos 26 anos, Kerolin vive uma das melhores fases da carreira e é presença constante nas convocações da seleção brasileira. A transferência acontece no meio do ciclo que leva à Copa do Mundo Feminina de 2027, que será disputada no Brasil, com Brasília entre as sedes candidatas a receber jogos.
O Barcelona é o clube de maior investimento do futebol feminino europeu e usa a competição continental como vitrine. Chegar ao elenco catalão coloca a atacante em disputa direta por vaga com jogadoras que decidem títulos da Liga dos Campeões.
Os números da negociação
- Valor: 1,5 milhão de euros, cerca de R$ 8,6 milhões.
- Contrato: quatro temporadas com o Barcelona.
- Clube de origem: Manchester City, da Inglaterra.
- Recorde anterior: Amanda Gutierres, do Palmeiras para o Boston Legacy, por 1,1 milhão de dólares em 2025.
- Idade da atleta: 26 anos.
O que vem pela frente
A atacante entra em um elenco que disputa Liga espanhola, Copa da Rainha e Liga dos Campeões na mesma temporada, calendário que exige rodízio e amplia o volume de jogos. Para a seleção brasileira, a mudança significa competir semanalmente em um ambiente de alta exigência técnica no ano que antecede o Mundial em casa.
A Copa do Mundo Feminina de 2027 será a primeira disputada no Brasil. A Confederação Brasileira de Futebol define as sedes com a Fifa, e a estrutura de Brasília, com o estádio Mané Garrincha, aparece entre as opções avaliadas para a competição.
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