Economia

IBC-Br sobe 0,5% em abril e mostra economia em ritmo moderado

Índice de Atividade Econômica do Banco Central, tido como prévia do PIB, avançou 0,5% em abril ante março, abaixo da expectativa de mercado de 0,6%.

O Índice de Atividade Econômica do Banco Central subiu 0,5% em abril na comparação com março, na série com ajuste sazonal. O IBC-Br funciona como uma prévia do comportamento do PIB.

O resultado veio abaixo da mediana das projeções do mercado, que apontava alta de 0,6%. A leitura reforça a percepção de uma economia que cresce, mas em passo mais contido.

Na abertura por setores, a agropecuária ficou estável, a indústria avançou 0,4%, os serviços subiram 0,3% e os impostos também tiveram alta de 0,3%. O avanço, portanto, foi distribuído, sem um motor único.

Excluída a agropecuária, o IBC-Br cresceu 0,4% no mês. No trimestre encerrado em abril, o indicador registrou expansão de 1,2% ante os três meses anteriores.

Em doze meses, o índice acumulou alta de 1,6%. O número está em linha com as projeções de crescimento modesto para o conjunto de 2026.

O IBC-Br é acompanhado de perto pelo Copom na definição da taxa de juros. Uma atividade mais fraca tende a reduzir pressões inflacionárias e a abrir espaço para a continuidade dos cortes da Selic.

O peso dos juros altos aparece como principal freio da economia. Com a taxa básica em 14,25% ao ano, o crédito segue caro e limita o consumo das famílias e os investimentos das empresas.

O indicador não substitui o cálculo oficial do PIB, feito pelo IBGE a cada trimestre. Ainda assim, por ter periodicidade mensal, oferece um retrato antecipado da direção da atividade.

O dado de abril compõe um mosaico de sinais de desaceleração. Leituras mais recentes de serviços e indústria também apontam perda de ritmo no segundo trimestre.

Para o mercado, o desafio agora é medir a intensidade dessa acomodação. O ritmo da atividade nos próximos meses definirá o espaço para novos cortes de juros até o fim do ano.

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