Operação da PCDF cumpre mais de 60 mandados e prende suspeitos de tráfico e roubo
Ação integrada nas cidades-satélites resulta na apreensão de armas, drogas e veículos usados em crimes.
A Polícia Civil do Distrito Federal deflagrou nesta semana uma das maiores operações policiais do ano no DF, com cumprimento de mais de 60 mandados de prisão e busca e apreensão em diferentes cidades-satélites. A ação, batizada internamente de Operação Trincheira, mobilizou delegacias especializadas e circunscricionais em trabalho integrado coordenado pela Diretoria de Inteligência da PCDF.
As diligências começaram às quatro da manhã e se estenderam ao longo de todo o dia em localidades como Ceilândia, Recanto das Emas, Santa Maria e Samambaia. Os alvos eram investigados por crimes de tráfico de drogas, roubo a mão armada, receptação e integração a organizações criminosas. Ao final do dia, a PCDF contabilizava mais de 35 pessoas presas.
Entre os materiais apreendidos estavam armas de fogo de diferentes calibres, incluindo pistolas e espingardas, além de centenas de munições, quantidades expressivas de entorpecentes como maconha e cocaína, e mais de dez veículos com registro de adulteração ou clonagem. Os bens foram encaminhados ao patrimônio da polícia ou serão submetidos a perícia.
O delegado-geral da PCDF afirmou que a operação é resultado de meses de trabalho de inteligência e monitoramento de grupos criminosos que atuavam nas cidades-satélites. "Não deixamos o crime se instalar. Quando identificamos a organização, agimos com força total", disse o chefe da polícia civil em coletiva realizada ao final das diligências.
Moradores das regiões onde a operação foi realizada relataram sentimento de alívio após as prisões. Comerciantes de Ceilândia afirmaram que grupos ligados ao tráfico realizavam extorsões informais em alguns setores e que a presença policial ostensiva nos últimos dias já reduziu a sensação de insegurança no comércio local.
Os presos serão indiciados e apresentados ao Ministério Público para análise de pedidos de manutenção da prisão preventiva. A PCDF informou que as investigações continuam e que novos alvos identificados durante a operação poderão resultar em diligências complementares nas próximas semanas.