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Ato em SP critica uso de escola pública em filme contra Paulo Freire

Professores, pais e parlamentares protestaram contra gravação da Brasil Paralelo na Emei Patrícia Galvão, no centro paulistano. Produção chama-se Pedagogia do A

Professores, pais de alunos, sindicatos e parlamentares realizaram ato na Praça Roosevelt, em São Paulo, contra o uso da Escola Municipal de Educação Infantil Patrícia Galvão como cenário para filme da produtora Brasil Paralelo. A produção tem o título "Pedagogia do Abandono".

A diretora da unidade, Sandra Regina Bouças, afirmou que não sabia da identidade da produtora quando a filmagem foi autorizada. O pedido de uso da escola foi encaminhado pela Spcine, empresa responsável por autorizar gravações em equipamentos públicos do município.

A Spcine defendeu a decisão. A empresa informou que processou 253 solicitações de filmagem em 2026 dentro do procedimento-padrão adotado para espaços públicos. Em 2025, foram autorizadas mais de mil gravações.

Participantes do ato criticaram o conteúdo associado à produtora, que tem histórico de materiais com crítica a figuras como Paulo Freire, patrono da educação brasileira. A Brasil Paralelo é alvo de ações judiciais, incluindo denúncia relacionada a outro filme.

A professora Denise Carreira, da Faculdade de Educação da USP, e a mãe de aluna Eduarda Lins estiveram entre os manifestantes. A produção escolhida para o filme ainda não tem data de lançamento anunciada.

A Brasil Paralelo não respondeu aos pedidos de entrevista feitos pela Agência Brasil até o fechamento da matéria.

Fonte: Agência Brasil

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