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CPI do Crime Organizado: relatório com pedido de indiciamento de ministros do STF é rejeitado por 6 votos a 4

Documento de 220 páginas mapeou 90 organizações criminosas e apontou que 28,5 milhões de brasileiros vivem em áreas com influência do crime

A Comissão Parlamentar de Inquérito do Crime Organizado do Senado Federal rejeitou por 6 votos a 4, em sessão realizada em 14 de abril, o relatório final apresentado pelo relator Alessandro Vieira (MDB-SE). O documento pedia o indiciamento dos ministros do Supremo Tribunal Federal Dias Toffoli, Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes, além do procurador-geral da República Paulo Gonet, por supostas interferências em investigações criminais.

O relatório final, com 220 páginas, é resultado de 120 dias de trabalho da CPI, que ouviu 68 depoimentos e analisou mais de 400 documentos. Entre os dados apresentados, o documento aponta que o Brasil tem 90 organizações criminosas identificadas, que 26% do território nacional está sob influência direta do crime organizado e que 28,5 milhões de brasileiros vivem em áreas controladas ou dominadas por grupos criminosos.

Os senadores que votaram contra a aprovação do relatório argumentaram que os pedidos de indiciamento contra autoridades do STF e do Ministério Público não tinham respaldo jurídico suficiente. Os senadores favoráveis ao relatório afirmaram que o resultado representa uma "derrota da transparência". A CPI foi instalada em novembro de 2025 e teve como foco o combate ao tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e infiltração do crime nas instituições públicas.

Fonte: Agência Brasil/EBC

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