Politica

Celina Leao assina decreto que limita gastos do GDF ao caixa real

Decreto publicado nesta quinta determina que orgaos do GDF so podem assumir despesas com dinheiro disponivel, com saude e transporte como prioridades.

Decreto publicado nesta quinta determina que orgaos do GDF so podem assumir despesas com dinheiro disponivel, com saude e transporte como prioridades.

A governadora Celina Leao assinou nesta quinta-feira (7) um decreto que reorganiza a execucao orcamentaria do Governo do Distrito Federal e impoe a regra de que cada orgao so pode assumir despesas dentro do limite efetivo de caixa. O texto vincula a liberacao de empenhos a arrecadacao real registrada ao longo do exercicio, com avaliacao caso a caso.

De acordo com a Secretaria de Economia, a medida estabelece prioridades expressas para areas consideradas sensiveis. Saude, transporte publico e zeladoria das cidades aparecem como frentes que devem receber tratamento preferencial na ordem de pagamentos, em um movimento de blindagem contra atrasos em servicos essenciais.

O principio economico basico de uma boa gestao de recursos e gastar apenas o que se tem, afirmou o secretario de Economia, Valdivino de Oliveira, ao explicar o alcance da norma. Segundo ele, o decreto formaliza um acompanhamento mensal entre receita arrecadada e despesa empenhada, condicionando novos contratos a confirmacao de disponibilidade financeira.

O ato chega em meio ao planejamento fiscal apresentado pelo GDF para 2026, ano em que o orcamento aprovado pela Camara Legislativa fixou despesa de R$ 74,4 bilhoes. Com a regra, secretarias e autarquias precisarao alinhar cronogramas de obras, compras e contratacoes ao ritmo de entrada de receitas proprias e transferencias constitucionais.

A norma tambem redefine o fluxo de aprovacao para empenhos acima de determinados valores, que passam a depender de manifestacao previa da pasta economica. A intencao declarada e evitar comprometimento de receita futura com obrigacoes de longo prazo sem cobertura financeira no caixa corrente.

Para areas administrativas que nao integram a lista de prioridades, o decreto orienta revisao de cronogramas e priorizacao de servicos de manutencao sobre novas frentes. A Secretaria de Economia indicou que a aplicacao sera monitorada por relatorios mensais de execucao, com possibilidade de ajustes ao longo do exercicio.

11 visualizações