Governadores sem reeleição correm para o Senado: DF, RN e outros estados redefinem cenas
Impossibilitados de disputar terceiro mandato, chefes de executivo estadual miram cadeiras no Congresso
Governadores impedidos de disputar um terceiro mandato consecutivo redirecionaram suas ambições eleitorais para o Senado Federal em 2026, criando um cenário de renovação forçada nos executivos estaduais. No Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB) assinou a renúncia ao governo em março e oficializou sua candidatura senatorial.
A disputa pelas duas vagas do DF no Senado Federal está concentrada entre nomes de peso: Ibaneis lidera pesquisas com 36,9% das intenções de voto, enquanto Michelle Bolsonaro aparece na frente com 42,9%, segundo a Paraná Pesquisas. Bia Kicis (PL) e o juiz aposentado Sebastião Coelho (Novo) também disputam o espaço à direita.
Com a saída de Ibaneis, a vice-governadora Celina Leão (PP) assumiu o Palácio do Buriti em 30 de março de 2026, em sessão solene na Câmara Legislativa. Ela já lidera pesquisas eleitorais para governadora com 40% a 50% das intenções de voto em diferentes cenários.
O fenômeno não se restringe ao DF: ao menos quatro governadores de outros estados — impossibilitados de buscar o terceiro mandato — optaram pelo Senado como caminho natural para manter protagonismo político após o fim de seus mandatos.
Das 81 cadeiras do Senado Federal, 54 estarão em disputa nas eleições de outubro de 2026, criando uma das renovações mais amplas da câmara alta nos últimos anos.