Com ano eleitoral, Lula lança ofensiva de R$ 260 bilhões para classe média em 2026
Combinação de isenção do IR, MCMV ampliado e crédito subsidiado forma o maior pacote social do governo
O governo Lula estruturou para 2026 a maior ofensiva econômica direcionada à classe média da atual gestão: um pacote avaliado em R$ 260 bilhões que combina a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil, a expansão do Minha Casa Minha Vida para famílias com renda acima de R$ 12 mil e a proposta de fim da escala 6x1.
A classe média brasileira — definida pelo IBGE como famílias com renda per capita entre R$ 1.926 e R$ 8.303 — representa o segmento que o PT mais precisa recuperar para viabilizar a reeleição de Lula. Em janeiro de 2025, a desaprovação do governo entre esse grupo atingia 54%, segundo pesquisa Genial/Quaest.
A isenção do IR beneficia diretamente quem ganha até R$ 5 mil, com economia de R$ 4.356,89 ao ano. O MCMV ampliado cria linhas de financiamento a 12% ao ano para imóveis de até R$ 2,25 milhões. O crédito consignado privado, regulamentado em 2025, facilita o acesso ao crédito barato para trabalhadores do setor privado.
Para o Distrito Federal, onde o funcionalismo federal compõe fatia expressiva da classe média, a combinação de isenção tributária e habitação subsidiada tem impacto concreto. Servidores em início de carreira e trabalhadores do setor de serviços são os principais alvos das medidas.
Cientistas políticos avaliam que o pacote está bem calibrado para o eleitorado do DF, onde a classe média é proporcionalmente maior do que na maioria dos estados brasileiros, tornando a região um campo estratégico para a disputa presidencial de outubro.