GDF cria Subsecretaria de Saúde Mental para coordenar política pública no DF
Nova estrutura inédita vai integrar serviços e ampliar o cuidado psicossocial em todo o Distrito Federal.
O Governo do Distrito Federal deu um passo histórico na organização das políticas de saúde mental ao implementar a nova Subsecretaria de Saúde Mental, vinculada à Secretaria de Saúde do DF. A estrutura, inédita na administração pública brasiliense, tem o objetivo de centralizar o planejamento, a execução e o monitoramento de todas as ações relacionadas ao cuidado psicossocial no âmbito do SUS local.
Até então, as ações de saúde mental no DF estavam dispersas em diferentes coordenações e gerências, sem uma instância específica de comando. A criação da Subsecretaria unifica a gestão dos CAPSs, das residências terapêuticas, dos ambulatórios de saúde mental e dos serviços de urgência psiquiátrica, permitindo uma visão integrada e estratégica da rede de atenção.
A subsecretária nomeada para o cargo é psiquiatra com longa experiência no serviço público e em políticas de saúde mental. Em sua primeira entrevista após a posse, ela destacou que as prioridades imediatas serão o mapeamento completo da rede existente, a redução das filas de espera e a qualificação das equipes. "Precisamos saber exatamente o que temos para planejar o que precisamos construir", afirmou.
A nova estrutura também será responsável por articular as ações intersetoriais de saúde mental, envolvendo educação, assistência social, segurança pública e sistema judiciário. A perspectiva é ampliar a rede de suporte para populações em situação de especial vulnerabilidade, como pessoas em situação de rua e adolescentes em conflito com a lei.
A governadora Celina Leão assinou o decreto de criação da Subsecretaria em cerimônia no Palácio do Buriti, com a presença de profissionais de saúde e representantes de associações de usuários. "Este é um compromisso de governo com os mais vulneráveis. A saúde mental vai deixar de ser a prima pobre da saúde pública no DF", declarou.
Especialistas e organizações da sociedade civil celebraram a criação da Subsecretaria, mas destacaram a necessidade de dotação orçamentária robusta para que a estrutura saia do papel. O Movimento Antimanicomial do DF solicitou espaço no conselho consultivo do novo órgão para garantir a participação de usuários e familiares na formulação das políticas.