Seguranca

Governo federal detalha programa contra crime organizado com epicentro em Brasília

Programa prevê inteligência patrimonial, foco em lavagem de dinheiro e cooperação internacional. PCDF, PMDF e PRF participam da articulação interfederativa.

O governo federal apresentou esta semana o programa estratégico de combate ao crime organizado que integra Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, polícias estaduais e Ministério Público. A iniciativa tem epicentro em Brasília e impacto direto na atuação das forças de segurança do Distrito Federal.

O programa tem três frentes: ampliação da inteligência policial com novas unidades de análise, intensificação das ações sobre crimes financeiros e lavagem de dinheiro, e blindagem das fronteiras com cooperação internacional. Recursos federais já reservados na Lei Orçamentária Anual permitem início imediato.

O que muda para o DF

O DF sedia estruturas centrais de PF, Receita Federal, Coaf e PGR, o que torna a região base estratégica para o novo modelo. PCDF, PMDF e PRF participam de operações conjuntas com forças federais em casos de lavagem, contrabando e tráfico interestadual.

A SSP-DF participa do comitê interfederativo. Operações como a Rastreamento Final, que devolveu 284 celulares aos donos em 2026, são exemplos de articulação que devem ser ampliadas dentro do novo escopo.

Três frentes do programa

A primeira envolve a criação de Unidades de Inteligência Patrimonial em cada estado, com missão de mapear patrimônio de organizações criminosas e bloquear ativos. O DF recebe modelo experimental dessa unidade, com integração entre PCDF, Receita Federal e Coaf.

  • Integração entre polícias federais e estaduais
  • Unidades de Inteligência Patrimonial em cada estado
  • Foco em lavagem de dinheiro e crimes financeiros
  • Cooperação internacional com Argentina, Paraguai e Bolívia
  • Bloqueio de ativos com novas ferramentas judiciais
  • Treinamento conjunto de delegados e procuradores
  • Reforço orçamentário previsto na LOA 2026

A segunda frente foca em lavagem de dinheiro com fiscalização reforçada de fintechs, empresas de apostas online, criptoativos e operadoras de turismo. O DF tem papel central por concentrar sedes de empresas com atuação nacional. A terceira frente trata da segurança nas fronteiras.

"O combate ao crime organizado exige unidade federativa. O programa enfrenta a estrutura financeira e logística das organizações, não apenas seus operadores", afirmou comunicado oficial do Ministério da Justiça e Segurança Pública.

O programa prevê reforço na proteção de testemunhas e colaboradores. O DF mantém estrutura própria de proteção vinculada à Sejus-DF e participa do programa Provita. Os primeiros resultados são esperados em 12 a 18 meses após a entrada em operação plena.

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