PCDF desmantela esquema de lavagem de dinheiro via pizzarias fantasmas em Taguatinga e Ceilândia
Sete pessoas presas; R$ 4,8 milhões movimentados por CNPJs de restaurantes que nunca funcionaram
A Polícia Civil do DF prendeu sete pessoas acusadas de lavar dinheiro usando CNPJs de pizzarias e lanchonetes que nunca chegaram a funcionar em Taguatinga e Ceilândia. A operação foi batizada de Forno Frio.
O esquema era simples: os suspeitos abriam empresas de alimentação no papel, emitiam notas fiscais de vendas fictícias e movimentavam o dinheiro como se fosse receita legítima. Em dois anos, R$ 4,8 milhões passaram pelos CNPJs investigados.
Três dos sete detidos são donos formais dos estabelecimentos, dois são contadores que montavam as notas e dois são apontados como os responsáveis pela origem do dinheiro — investigados por tráfico de drogas em paralelo.
As prisões foram feitas em endereços no Setor O de Ceilândia, no QNA 38 de Taguatinga e num condomínio de Águas Claras. Um dos suspeitos foi preso no próprio escritório de contabilidade.
Os bens bloqueados incluem três veículos, uma moto e R$ 280 mil em contas bancárias.