Monique Medeiros se entrega à polícia do Rio e volta a ser presa no caso Henry Borel
Gilmar Mendes restabeleceu prisão preventiva; mãe de Henry foi levada à Talavera Bruce e aguarda julgamento do tribunal do júri marcado para 25 de maio.
Monique Medeiros se entregou em 20 de abril de 2026 à 34ª Delegacia de Polícia, em Bangu, na zona oeste do Rio de Janeiro, e voltou a ser presa no caso Henry Borel. A mãe do menino de 4 anos foi encaminhada à Penitenciária Talavera Bruce, no Complexo de Gericinó.
A prisão foi restabelecida pelo ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, após pedido da Procuradoria-Geral da República em resposta a reclamação apresentada pelo pai de Henry. O relator avaliou que havia risco de reiteração de conduta e de prejuízo à instrução final do processo.
Monique é ré por homicídio e omissão de socorro. O namorado dela à época dos fatos, o ex-vereador Dr. Jairinho, responde por homicídio qualificado. A necropsia do menino registrou 23 lesões por ação violenta, incluindo laceração hepática, compatíveis com a rotina de tortura apontada pela investigação do Ministério Público do Rio.
Após o adiamento do julgamento anterior, a sessão do Tribunal do Júri foi remarcada para 25 de maio. A expectativa é de que a nova data consolide o fim do processo em primeiro grau, quase cinco anos após a morte de Henry, caso que motivou a Lei Henry Borel, contra violência doméstica e infantil.