Chacina do Paranoá leva réus a somar 1,2 mil anos de prisão em julgamento no DF
Tribunal do Júri de Planaltina condenou quatro acusados pela morte de 10 pessoas da mesma família em 2022 e 2023; disputa de chácara de R$ 2 milhões motivou o c
O Tribunal do Júri de Planaltina, no Distrito Federal, condenou em 18 de abril de 2026 quatro réus a penas que somam mais de 1,2 mil anos de prisão pela chacina que vitimou 10 pessoas da mesma família no Paranoá. O julgamento foi presidido pelo juiz Taciano Vogado Rodrigues Junior.
Gideon Batista de Menezes recebeu a maior pena, 397 anos, 8 meses e 4 dias. Carlomam dos Santos Nogueira foi condenado a 351 anos, 1 mês e 4 dias. Horácio Carlos Ferreira Barbosa a 300 anos, 6 meses e 2 dias. Fabrício Silva Canhedo a 202 anos, 6 meses e 28 dias. Carlos Henrique Alves da Silva pegou 2 anos.
Entre as vítimas estão a cabeleireira Elizamar Silva, seu marido Thiago Gabriel Belchior e três filhos pequenos. A sequência de assassinatos ocorreu entre o final de dezembro de 2022 e meados de janeiro de 2023, em um dos casos de violência familiar mais graves já registrados no DF.
Segundo a acusação, o motivo foi a posse de uma chácara avaliada em R$ 2 milhões. Os condenados planejavam eliminar a família para assumir a propriedade e revendê-la. A decisão do júri encerra o principal ciclo judicial do caso em primeiro grau e abre caminho para a execução das penas.