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HBDF realizou 655 implantes de marcapasso em 2025 e alerta: 90% dos casos têm origem na doença de Chagas

No Dia Mundial da Doença de Chagas, Hospital de Base reforça importância do diagnóstico precoce para evitar complicações cardíacas irreversíveis

O Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF) realizou 655 implantes de marcapasso em 2025, ante 650 em 2024 e 637 em 2023, em sequência crescente que preocupa especialistas. Desses procedimentos, 90% foram motivados por complicações cardíacas associadas à doença de Chagas, uma das principais causas de insuficiência cardíaca no Brasil.

O alerta foi reforçado por ocasião do Dia Mundial da Doença de Chagas, comemorado em 14 de abril. O cirurgião cardíaco José Joaquim Vieira Júnior, do HBDF, explicou que o parasita Trypanosoma cruzi destrói progressivamente as fibras do coração e pode levar décadas para manifestar sintomas. "Quando o paciente chega com arritmia grave, o dano cardíaco já é extenso. Por isso o diagnóstico precoce é fundamental", afirmou.

A doença de Chagas é transmitida principalmente pelo barbeiro, inseto que pica a vítima enquanto ela dorme. No DF, a Secretaria de Saúde realiza triagem sorológica em doadores de sangue e oferece tratamento gratuito pelo SUS. A estimativa é que entre 6 e 7 milhões de brasileiros vivam com a infecção, muitos sem saber. O diagnóstico pode ser feito em qualquer Unidade Básica de Saúde por meio de exame de sangue.

Fonte: Agência Brasília/GDF

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