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Anvisa cria grupo de trabalho para uso seguro de canetas emagrecedoras no país

Dois GTs com conselhos de farmácia, medicina e odontologia vão analisar evidências e propor regulamentação para uso racional dos agonistas do receptor GLP-1.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) criou, em 16 de abril de 2026, dois grupos de trabalho para orientar o uso seguro das chamadas canetas emagrecedoras no Brasil. A medida mira os agonistas do receptor GLP-1, classe de medicamentos que viralizou para controle de peso.

O primeiro GT tem 45 dias para analisar evidências científicas, dados de farmacovigilância, aspectos regulatórios e falhas na comunicação de risco. A composição inclui Conselho Federal de Farmácia, Conselho Federal de Medicina e Conselho Federal de Odontologia. O segundo GT, com integrantes das diretorias da Anvisa, tem 90 dias para monitorar a implementação do plano de ação e propor melhorias.

A agência aponta que o consumo crescente exige monitoramento para reduzir produtos e práticas irregulares. O foco é uso racional, com indicação clínica adequada e acompanhamento profissional, como forma de evitar efeitos colaterais graves em automedicação.

O tema chegou à Anvisa após alertas da própria indústria farmacêutica e de entidades médicas sobre compra e aplicação sem prescrição, especialmente entre o público jovem. O GT deve subsidiar futuras decisões da diretoria colegiada da agência, com reuniões quinzenais.

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