IPCA de maio sobe 0,58% e inflacao em 12 meses fura teto da meta
Indice acumula 4,72% em 12 meses e supera o limite de 4,5% do Banco Central; alimentos, habitacao e energia eletrica puxaram a alta
A inflacao oficial do Brasil subiu 0,58% em maio de 2026 e o acumulado em 12 meses chegou a 4,72%, acima do teto de 4,5% da meta perseguida pelo Banco Central. Os dados foram divulgados pelo IBGE em 12 de junho.
O resultado mensal ficou ligeiramente acima das projecoes do mercado, que apontavam alta de 0,53%. Foi a maior taxa para um mes de maio em cinco anos.
No ano, o indice se distancia do centro da meta, fixado em 3%, com tolerancia de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. O estouro do teto pressiona a politica de juros e reduz a margem do governo para acelerar cortes da Selic.
O que pesou no bolso
Tres grupos concentraram a pressao do mes. Alimentos e bebidas avancaram 1,33% e responderam por cerca de metade do resultado. Habitacao subiu 1,22%, puxada pela energia eletrica residencial, que teve alta de 3,67%. Saude e cuidados pessoais subiram 0,90%.
A conta de luz mais alta reflete o acionamento de bandeiras tarifarias em meio a condicoes desfavoraveis para a geracao de energia, o que encarece a producao nas usinas e repassa custo ao consumidor.
Impacto para Brasilia
No Distrito Federal, onde o custo de moradia e dos servicos costuma ficar acima da media nacional, a alta de habitacao e de alimentos atinge diretamente o orcamento das familias. Energia eletrica e contas de consumo pesam mais em domicilios urbanos como os do DF.
A inflacao acima do teto tambem afeta contratos reajustados pelo IPCA, como alugueis, mensalidades e planos de saude, que tendem a subir nos proximos meses.
O proximo dado, referente a junho, sera observado de perto pelo Comite de Politica Monetaria, que decide a taxa basica de juros na semana seguinte a divulgacao deste IPCA.