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STF retoma julgamento de indenização a fotógrafo que ficou cego por bala da PM em SP

Primeira Turma volta a analisar caso em 28 de abril com placar parcial de 2 a 1 pela condenação do Estado; pensão vitalícia e R$ 100 mil em debate.

O Supremo Tribunal Federal retoma em 28 de abril de 2026 o julgamento do processo do fotojornalista Sérgio Silva, que perdeu a visão do olho esquerdo após ser atingido por bala de borracha da Polícia Militar em manifestação em São Paulo, em junho de 2013. O caso está na Primeira Turma.

O placar parcial é de 2 votos favoráveis à indenização, dos ministros Flávio Dino e Cristiano Zanin, contra 1 voto contrário, do ministro Alexandre de Moraes. O debate envolve a fixação de pensão mensal vitalícia e condenação do Estado de São Paulo ao pagamento de R$ 100 mil por danos morais.

Silva cobria ato contra o aumento das passagens do transporte público de São Paulo quando foi atingido. O caso se tornou símbolo do debate sobre uso de armamentos menos letais em protestos no Brasil. A primeira e a segunda instâncias da Justiça paulista haviam rejeitado a indenização.

"Treze anos não são 13 dias, nem 13 horas, nem muito menos 13 minutos. São 13 anos", declarou o fotojornalista em nota pública. O julgamento pode firmar entendimento aplicável a outros casos de responsabilização do Estado por ação policial em manifestações.

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