Organizações indígenas cobram demarcações e proteção no 19 de abril
Apib, Coiab, Anistia Internacional e Funai lembram que 391 povos originários vivem no Brasil e protegem 80% da biodiversidade global, segundo a ONU.
Organizações indígenas usaram o Dia dos Povos Indígenas, 19 de abril, para cobrar do poder público a demarcação urgente de terras e a proteção efetiva contra invasões. Manifestaram-se a Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib), a Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (Coiab), a Anistia Internacional e a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai).
"Sem demarcação não há vida, não há cultura, não há futuro", afirmou a Apib, que reúne mais de 300 associações. As entidades destacam que o Brasil abriga 391 povos originários, distribuídos em territórios tradicionais ameaçados por garimpo ilegal, desmatamento, madeireiros e grilagem.
A pauta inclui reparação histórica pela devolução de terras griladas, ações urgentes contra feminicídio indígena e políticas para enfrentar secas extremas e queimadas na Amazônia. As lideranças pedem atuação coordenada da Funai, Ibama e Polícia Federal, além de apoio da Câmara e do Senado.
A Anistia Internacional lembrou que, segundo a ONU, os povos indígenas protegem cerca de 80% da biodiversidade global ainda preservada. Para as organizações, reconhecer e garantir esses direitos não é apenas dívida histórica, mas componente central de qualquer política climática consistente, pauta acompanhada de perto pelo Congresso em Brasília.