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Reunião Lula-Trump foi marcada por respeito mútuo, diz Dario Durigan; impacto em comércio bilateral

Encontro entre os presidentes do Brasil e dos EUA foi descrito como construtivo. Pauta econômica é central para diálogo bilateral nos próximos meses.

A reunião entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, foi marcada por respeito mútuo e tom construtivo, segundo declaração do secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Dario Durigan. O encontro foi descrito por integrantes do governo como ponto de partida para diálogo bilateral.

A pauta econômica foi central no encontro. Os temas discutidos incluem comércio bilateral, investimentos diretos, energia, agronegócio, cooperação em tecnologia e segurança regional. Durigan participou da delegação brasileira em parte dos encontros.

O que vem em seguida

Após a reunião presidencial, equipes técnicas dos dois países iniciam rodadas de negociação setorial. Os primeiros encontros tratam de tarifas comerciais, especificamente sobre aço e alumínio, e do acordo de revisão de regras sanitárias para produtos da agropecuária brasileira.

Os Estados Unidos são o segundo maior parceiro comercial do Brasil, atrás apenas da China. Em 2025, o comércio bilateral atingiu US$ 88 bilhões, com Brasil em superávit relativamente discreto. A indústria brasileira exporta especialmente aço, café, suco de laranja, soja, carne bovina e tabaco.

Reflexos econômicos

  • Comércio bilateral Brasil-EUA: US$ 88 bi em 2025
  • EUA são segundo maior parceiro brasileiro
  • Principais produtos exportados: aço, café, soja, carne
  • Investimentos diretos americanos no Brasil: US$ 160 bi acumulados
  • Próximos passos: negociação setorial técnica
  • Pauta complementar: cooperação em tecnologia

Para empresas brasileiras com atuação nos Estados Unidos, o clima diplomático construtivo abre porta para revisão de tarifas e renegociação de barreiras técnicas. O setor financeiro acompanha em particular o desenvolvimento das relações, que pode afetar a paridade cambial nos próximos meses.

"A reunião abriu canal de diálogo direto, com respeito às diferenças e foco em interesses comuns. Pauta econômica avança em conversas técnicas nas próximas semanas", informou Durigan em pronunciamento à imprensa.

Brasília sedia a Embaixada dos Estados Unidos no setor de Embaixadas Sul e mantém posto consular ativo. A capital concentra grande parte da intermediação diplomática entre os dois países, com presença de adidos comerciais, agrícolas, de defesa e culturais. A próxima rodada técnica deve ocorrer nas próximas semanas em Washington.

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