Choque do petroleo em Ormuz pressiona diesel e inflacao no Brasil
Fechamento do Estreito de Ormuz durante a guerra Ira-Israel cortou um quinto da oferta global de petroleo e elevou custos do diesel importado
O choque de precos do petroleo provocado pelo fechamento do Estreito de Ormuz durante a guerra de 2026 chegou ao bolso do consumidor brasileiro pela via do diesel, combustivel feito majoritariamente de petroleo importado.
A interrupcao na passagem, por onde escoa cerca de um quinto do petroleo mundial, reduziu a oferta global e disparou cotacoes internacionais. O Banco Mundial classificou o episodio como uma das maiores altas recentes do mercado de energia.
A resposta de Brasilia
Diante da incerteza, o governo brasileiro introduziu uma aliquota de 12% sobre exportacoes de petroleo. A Petrobras afirmou que consegue mitigar parte do efeito porque abandonou, em 2023, a politica de paridade de precos internacionais.
Segundo a estatal, a gasolina refinada no pais, que inclui mistura de biocombustivel, esta cerca de 46% mais barata que a importada. O diesel, com menor parcela de biocombustivel, e o ponto mais vulneravel.
Plano de investimentos
A Petrobras anunciou aporte de US$ 69,2 bilhoes entre 2026 e 2030, sendo 62% direcionados ao pre-sal. O movimento reforca a aposta do pais em ampliar producao propria como protecao contra choques externos.
- O diesel mais caro pressiona frete, transporte de cargas e precos de alimentos.
- A inflacao energetica entra como tema da campanha presidencial de outubro.
- Analistas apontam o Brasil como relativamente protegido por seu mix de biocombustiveis e producao domestica.
O eventual acordo de paz entre EUA e Ira, com reabertura de Ormuz, tende a reduzir essa pressao nos proximos meses.