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CCJ da Câmara aprova projeto de renda emergencial para trabalhador informal

Comissão de Constituição e Justiça da Câmara aprovou projeto que cria renda emergencial para trabalhadores informais. Texto segue para plenário.

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou nesta semana projeto que cria renda emergencial para trabalhadores informais em situação de vulnerabilidade. O texto agora segue para deliberação no plenário da Casa.

A proposta institui benefício mensal para trabalhadores informais sem renda mínima, sem contribuição previdenciária e com dependentes financeiros. O valor inicial proposto é de meio salário-mínimo, com correção pelo IPCA. A elegibilidade depende de cadastro no CadÚnico e comprovação de renda familiar.

Quem se beneficia

São contemplados trabalhadores autônomos sem registro, vendedores ambulantes, trabalhadores domésticos não formalizados, motoristas de aplicativo, entregadores e prestadores de serviços ocasionais. O benefício é mensal, com renovação anual baseada em análise de elegibilidade socioeconômica.

O programa prevê integração com o CadÚnico, o que evita sobreposição com outros benefícios sociais. Os beneficiários do Bolsa Família, Auxílio Brasil e BPC continuam recebendo seus benefícios atuais e podem receber a renda emergencial em complemento, conforme regulamentação específica.

Trabalho informal no DF

  • Cerca de 230 mil trabalhadores informais no DF
  • Beneficiários elegíveis no DF: cerca de 80 mil
  • Valor proposto: meio salário-mínimo mensal
  • Correção anual pelo IPCA
  • Cadastro obrigatório no CadÚnico
  • Análise de elegibilidade anual
  • Compatibilidade com outros benefícios

"O trabalho informal precisa de rede mínima de proteção social. A renda emergencial garante segurança alimentar e nutricional para famílias vulneráveis", afirmou material institucional do Ministério do Desenvolvimento Social.

O DF tem cerca de 230 mil trabalhadores informais, segundo dados do IBGE. A taxa de informalidade no DF é uma das menores do país, em torno de 30%, mas absoluta concentração ainda é significativa em regiões periféricas. A renda emergencial atende prioritariamente Ceilândia, Sol Nascente, Estrutural e Recanto das Emas.

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